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FENPB - FÓRUM DE ENTIDADES NACIONAIS DA PSICOLOGIA BRASILEIRA:
• ABEP - Associação Brasileira de Ensino de Psicologia
• ABOP - Associação Brasileira de Orientadores Profissionais
• ABPJ - Associação Brasileira de Psicologia Jurídica
• ABPP - Associação Brasileira de Psicopedagogia
• ABRAP - Associação Brasileira de Psicoterapia
• ABRAPESP - Associação Brasileira de Psicologia do Esporte
• ABPMC - Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental
• ABRANEP - Associação Brasileira de Neuropsicologia
• ABRAPEE - Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional
• ABRAPSO - Associação Brasileira de Psicologia Social
• ANPEPP - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia
• ASBRO - Associação Brasileira de Rorschac
• CONEP - Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia
• CFESS - Conselho Federal de Serviço Social
• FENAPSI - Federação Nacional dos Psicólogos
• IBAP - Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica
• SBPD - Sociedade Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento
• SBPH - Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar
• SBPOT - Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho
• SBPP - Sociedade Brasileira de Psicologia Política
• SOBRAPA - Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura
• Vereador Bruno Peixoto - PTdoB / GO
• Sociedade Brasileira de Psicologia Política
• Deputado Edinho Montemor - PL
• Sociedade Brasileira de Fisioterapeutas Acupunturistas Nacional
• Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar
• Instituto Sedes Sapientiae
• Associação Brasileira de Odontologia
• Associação Brasileira de Naturologia
• IBO - Instituto Brasileiro de Optometria
• Colégio Oficial de Psicólogos da Espanha
• Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura - Sobrapa
• Sindicato dos Psicólogos do estado de Minas Gerais
• Fundação Assistencial dos Servidores do Incra
• Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos
• Sindicatos e Associações de Fonoaudiologia
• SOBRAFISA - Soc. Bras. de Fisioterapeutas e Acupunturistas
• Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Espirito Santo
• SOAMFI - Sociedade Amazonense de Fisioterapia

Confira as entidades que apoiam a luta contra o PLS 268/2002


Selecione o texto:

Projeto de lei do Ato Médico  (NOVO)
Desatando os nós da saúde
Ato Médico - Projeto de Lei Reacionário
Do Ato Pecy ao Ato Médico
Atos da Idade Média X Avanços do SUS
Atos privativos
Sobre as vaidades e frustrações
Ato pela vida
A morte da Saúde
A mulher que morreu de topada


 


A morte da Saúde

Hoje é um dia triste. Hoje, entristecidos e inconformados, assistimos à perda de um componente muito importante para o equilíbrio da nossa sociedade: A Saúde. Assassinada a sangue frio, de forma cruel e desumana, foi vítima de uma conspiração covarde, anti-ética e escancaradamente corporativista. Anunciamos a morte da saúde. Anunciamos a legalização da prática de um crime. Crime praticado por uma classe que, por mais surreal que pareça, pouco parece se sensibilizar com a saúde: A Classe Médica. Uma classe que se julga auto suficiente e única. Uma classe que não respeita nem reconhece a autonomia, merecidamente conquistada, dos profissionais da área da saúde, tampouco o direito de escolha do cidadão comum. E que comete o crime nefasto de priorizar interesses comerciais, tornando a promoção da saúde um interesse secundário. A saúde não é patrimônio único da Medicina. Não podemos retroceder e voltar no tempo, jogar fora, nas poucas linhas de um projeto criminoso, o que levamos tantos anos para conquistar. Não podemos admitir a idéia de nos submetermos a profissionais muitas vezes menos qualificados que nós para a prática profissional. Não podemos permitir que nos reduzam à humilhante condição de “Empregados do Médico”. Por mais absurdo que pareça isso está perto. Esse é Projeto de Lei do Ato Médico. Um projeto que não fere apenas os profissionais da saúde e nós, acadêmicos, mas também a sociedade no geral. Não apenas o Fisioterapeuta, o Psicólogo, o Terapeuta ocupacional, o Fonoaudiólogo, o Nutricionista são lesados com esse projeto. Uma das maiores afetadas é a sociedade. É o seu o José, que, impedido de escolher, entrega sua Síndrome do Pânico a destino de um cardiologista. É a dona Maria, que tem que deixar que sua dieta seja elaborada segundo a ordem de um neurologista. É patético. É ridículo. É desumano, mas é um Projeto Federal. Um projeto criminoso que torna atos privativos do médico a formulação do diagnóstico e a prescrição terapêutica de doenças. Enfim, antes de passar pelos outros profissionais da saúde, o paciente tem que passar obrigatoriamente pelo médico, que decide o destino do mesmo. Isso torna em vão anos e anos que passamos nos dedicando à vida acadêmica. A pergunta se torna inevitável: Qual o sentido de nós estudarmos tanto e consolidarmos nossas profissões se, no fim das contas, teremos que nos submeter à ordem médica? Esse projeto institui o monopólio e torna a saúde uma mercadoria, um bem a serviço da classe médica. E quando falamos em saúde, estamos diretamente nos referindo à vida de pessoas, e não podemos tratar a vida de pessoas como se fossem mercadorias. Não podemos permitir que todos os problemas de saúde sejam restritos à procedimentos de uma única categoria. A categoria médica tem sua função e suas atribuições claramente reconhecidas, porém, não porta todas as práticas para a promoção, proteção e recuperação da saúde. O Projeto de Lei do Ato Médico institui o monopólio e converte todos os outros profissionais ligados à área da saúde a subordinados. Prioriza interesses de mercado. Tira das pessoas o direito de escolha. Tira dos profissionais da saúde a autonomia. Brinca com a promoção da saúde. E diante desse crime nos restam apenas duas opções: Nós, acadêmicos e profissionais da saúde, nos mobilizarmos e unirmos nossas forças, lutando contra a possível aprovação desse projeto, ou então, apenas assistirmos à saúde desfalecer à nossa frente e apenas dizer: Descanse em Paz!

Dênis Giovani Quim Roveri
4° Semestre de Psicologia
Universidade Católica Dom Bosco

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