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• ABPMC - Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental
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• ASBRO - Associação Brasileira de Rorschac
• CONEP - Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia
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• SBPD - Sociedade Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento
• SBPH - Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar
• SBPOT - Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho
• SBPP - Sociedade Brasileira de Psicologia Política
• SOBRAPA - Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura

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• Sociedade Brasileira de Psicologia Política
• Sociedade Brasileira de Fisioterapeutas Acupunturistas Nacional
• Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar
• Instituto Sedes Sapientiae
• Associação Brasileira de Odontologia
• Associação Brasileira de Naturologia
• IBO - Instituto Brasileiro de Optometria
• Colégio Oficial de Psicólogos da Espanha
• Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura - Sobrapa
• Sindicato dos Psicólogos do estado de Minas Gerais
• Fundação Assistencial dos Servidores do Incra
• Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos
• Sindicatos e Associações de Fonoaudiologia
• SOBRAFISA - Soc. Bras. de Fisioterapeutas e Acupunturistas
• Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Espirito Santo
• SOAMFI - Sociedade Amazonense de Fisioterapia

Confira as entidades que apoiam a luta contra o PLS 268/2002


Selecione o texto:

Projeto de lei do Ato Médico  (NOVO)
Desatando os nós da saúde
Ato Médico - Projeto de Lei Reacionário
Do Ato Pecy ao Ato Médico
Atos da Idade Média X Avanços do SUS
Atos privativos
Sobre as vaidades e frustrações
Ato pela vida
A morte da Saúde
A mulher que morreu de topada


 


Sobre as vaidades e frustrações

Ao ler a reportagem, postada no site www.atomedico.org.br, sob o título "Os médicos e o Dr. Campos da Paz", de autoria do médico José Hiran da Silva Gallo, na qual autor não poupa críticas ao colega, o Dr. Aloysio Campos da Paz Júnior, cirurgião chefe da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, simplesmente pelo fato deste haver contestado o PLS 025/2002, percebi que vaidades pessoais ou profissionais transcendem o limite da racionalidade.

Como um verdadeiro "trator", esse sentimento destruidor atropela qualquer relação saudável, ética, além de submeter o nosso foco principal, o paciente, a uma condição de mero espectador, sem nada poder fazer ante o combate que, embora não tenha sido por ele elaborado, lhe trará sérias conseqüências futuras. Essa é uma guerra sem vencidos nem vencedores, na qual todos perdem: perde a saúde, perde a dignidade profissional, perde o respeito mútuo, perde a tão propalada "interdisciplinaridade". Quem convive na área de saúde sabe que o projeto de Lei do Ato Médico caiu como um bomba atômica, que derrubou por vez uma frágil relação do médico com outros profissionais. O que já era difícil, ficou quase impossível. Paira no ar uma hostilidade que revela-se de forma sorrateira e às vezes até explícita.

Em um trecho do seu artigo, o Dr. Hiran relata que, ao se posicionar contrário ao Projeto de Lei do Ato Médico, o Dr. Campos da Paz, estaria deixando-se "...influenciar cegamente por alguns fisioterapeutas corporativistas, possivelmente frustrados e seguramente raivosos...".

Pergunto: quem faz uma declaração desse tipo não seria o "raivoso"? Quem agride dessa forma uma outra profissão, quem vê no profissional de outra categoria (com quem deveria ter cumplicidade em prol do paciente) um inimigo, não estaria qual um Dom Quixote de intenções sórdidas a destruir moinhos de vento pensando-lhes inimigos imaginários? Em outro trecho, o autor ataca o cirurgião da Rede Sarah: "...Não me foi dada a oportunidade ou o privilégio de trabalhar em um serviço de referência, adequadamente organizado, com os princípios e as características dos hospitais da Rede Sarah. Eu, talvez, tivesse gostado muito de trabalhar no ambiente climatizado da Rede Sarah, ao invés de cumprir minha missão na calorenta e chuvosa Rondônia...". Pergunto-lhes outra vez: quem parece ser o frustrado aqui?

Acredito que, ao contrário do que pensa a maioria, o projeto do Ato Médico não é sumariamente de cunho mercantilista, não provê somente a reserva de mercado; o epicentro desse terremoto encontra-se na vaidade, no egocentrismo, no sentimento do rei sem súditos, do deus sem seguidores, do general sem estrelas que vê insubordinação em qualquer rasgo de raciocínio próprio dos seus supostos comandados.

O artigo 18 do Código de Ética Médica diz que "as relações do médico com os demais profissionais em exercício na área de saúde devem basear-se no respeito mútuo, na liberdade e independência profissional de cada um, buscando sempre o interesse e o bem estar do paciente". Não parece contraditório? Quem foge à ética? Num momento em que o país clama por ética e justiça em todos os seguimentos da sociedade, a aprovação do PLS 025/2002 será um retrocesso aos padrões "feudais" que por muito tempo imperaram neste país, mas que já não encontram eco na população.

Ângelo Roncalli M. Rocha - fisioterapeuta

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