Conselho Federal de Psicologia
Conselhos Regionais de Psicologia
• CFESS - Conselho Federal de Serviço Social
• FENPB - FÓRUM DE ENTIDADES NACIONAIS DA PSICOLOGIA BRASILEIRA:
• ABEP - Associação Brasileira de Ensino de Psicologia
• ABOP - Associação Brasileira de Orientadores Profissionais
• ABPJ - Associação Brasileira de Psicologia Jurídica
• ABPP - Associação Brasileira de Psicopedagogia
• ABRAP - Associação Brasileira de Psicoterapia
• ABRAPESP - Associação Brasileira de Psicologia do Esporte
• ABPMC - Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental
• ABRANEP - Associação Brasileira de Neuropsicologia
• ABRAPEE - Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional
• ABRAPSO - Associação Brasileira de Psicologia Social
• ANPEPP - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia
• ASBRO - Associação Brasileira de Rorschac
• CONEP - Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia
• FENAPSI - Federação Nacional dos Psicólogos
• IBAP - Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica
• SBPD - Sociedade Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento
• SBPH - Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar
• SBPOT - Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho
• SBPP - Sociedade Brasileira de Psicologia Política
• SOBRAPA - Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura
• Deputado Edinho Montemor - PL
• Vereador Bruno Peixoto - PTdoB / GO
• Sociedade Brasileira de Psicologia Política
• Sociedade Brasileira de Fisioterapeutas Acupunturistas Nacional
• Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar
• Instituto Sedes Sapientiae
• Associação Brasileira de Odontologia
• Associação Brasileira de Naturologia
• IBO - Instituto Brasileiro de Optometria
• Colégio Oficial de Psicólogos da Espanha
• Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura - Sobrapa
• Sindicato dos Psicólogos do estado de Minas Gerais
• Fundação Assistencial dos Servidores do Incra
• Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos
• Sindicatos e Associações de Fonoaudiologia
• SOBRAFISA - Soc. Bras. de Fisioterapeutas e Acupunturistas
• Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Espirito Santo
• SOAMFI - Sociedade Amazonense de Fisioterapia
Qual a repercussão do
PL do Ato Médico na prática do psicólogo
no SUS?
A promoção da saúde, conforme
inscrito na Carta de Otawa (nov. de 1986), pressupõe:
“proporcionar aos povos os meios necessários
para melhorar sua saúde e exercer um maior controle
sobre a mesma, considerada uma fonte de riqueza da vida
cotidiana. Então a promoção da
saúde não concerne, exclusivamente, ao
setor sanitário”; devemos, sim, “reorientar
os serviços sanitários e seus recursos,
repartindo o poder com outros setores, outras disciplinas
e, mais importante, com o próprio povo”.
Neste sentido, um novo paradigma delineia-se, concebendo
a saúde numa perspectiva interacional, de integração
de campos de conhecimento e de participação,
como uma produção social cujas determinações
referem-se aos aspectos sociais, políticos, econômicos
e culturais dos espaços (cidades, territórios)
nos quais vivem e morrem as pessoas. Este novo paradigma
norteou em grande parte as diretrizes e princípios
do SUS,que se estrutura numa nova abordagem compreensiva
do processo saúde-doença, visando superar
o enfoque biologista hegemônico das práticas
em saúde e garantir a inclusão dos aspectos
sociais, que condicionam e determinam a vida, o adoecimento
e a morte das pessoas. Visando consolidar as mudanças
de paradigma, o SUS vem transformando as políticas
e o modo de organização dos serviços,
e o processo de produção e distribuição
das ações de saúde, numa perspectiva
que procura identificar e caracterizar a população
que vive e trabalha num determinado território,
os riscos a que está exposta provenientes da
realidade sócio-sanitária; suas condições
de vida, das quais surgem suas necessidades sociais,
ressaltando as de saúde; possibilitando o planejamento
e concepção de formas de intervenção
de várias dimensões. Essas intervenções
buscam assegurar uma integridade das ações
de modo a absorver a demanda espontânea; o atendimento
programado que visa estabelecer um processo de vigilância
em saúde, isto é, monitoramento das situações
de risco; e o enfrentamento de problemas relevantes,
a defesa de situações positivas a serem
preservadas e o desenvolvimento de ações
de promoção da saúde, prevenção
e redução de danos.
Tal perspectiva vem necessitando, ao longo dos anos,
de um determinado saber técnico, que se traduz
na atuação de profissionais de diferentes
núcleos de conhecimento, para a abordagem dos
problemas de saúde na dimensão da competência
técnica, política e administrativa, e
responsabilidades requeridas. Hoje, no SUS, somos quinze
mil psicólogos cadastrados, inseridos nos mais
variados programas e ações as mais diversas,
que estão sustentados no trabalho de equipes
interdisciplinares e multidisciplinares, tais como :
nos programas de Educação em saúde
que levam em conta as dimensões psicológica
, cultural, socioeconômica, fundamentadas em uma
ótica reflexiva e que se apropriam, como referência,
das técnicas participativas , em oposição
às práticas que medicalizam questões
sociais: nos programas de IST/SIDA; nos programas que
atendem a vítimas de abuso sexual e violência
contra mulheres ,crianças e adolescentes; na
Reforma Psiquiátrica, que visa a reabilitação
psicossocial dos portadores de transtornos; na atenção
básica da saúde mental; no apoio matricial;
nos CAPS, que somam hoje quase setecentas unidades,
onde trabalham quase 5000 psicólogos; na atenção
integral a usuários de álcool e outras
drogas; nos programas de atendimento a gestantes, crianças
e adolescentes; e em muitos outros.
Toda a atuação dos psicólogos
no SUS estará seriamente prejudicada caso sejam
mantidas como privativas do médico as prescrições
de todas e quaisquer terapêuticas para os agravos
e doenças, como estabelecido no PL 025. A aprovação
do Projeto do Ato Médico levará a uma
burocratização das rotinas e os usuários
dos serviços de saúde teriam seu direito
de escolha extinto, já que o médico seria
o responsável pela avaliação de
suas necessidades de assistência à saúde.
O projeto impõe um autoritarismo nas relações
de trabalho , o que implica que, mesmo em uma equipe
formada por vários profissionais, a palavra final
em qualquer decisão será dada pelo médico,
não sendo,portanto, uma decisão compartilhada
e co-responsabilizada.